Objeto 1 | Obra literária – EJA

O navio negreiro e outros poemas

Autor:
Castro Alves
Apresentação e organização:
Italo Mesquita
Editora:
Dodô Editorial

Código do livro

0214.P26.01.03.000.000
Capa de O navio negreiro e outros poemas

Sinopse

“Stamos em pleno mar...” O céu é dourado, as estrelas brilham e a brisa traz uma música ao longe. Mas o que esse navio carrega?

O poema começa com o mar, a lua e os marinheiros, numa cena que parece um sonho. Mas o poeta pede ao leitor que chegue mais perto e olhe com atenção. O que ele vê ali dentro é uma das denúncias mais fortes já escritas na literatura brasileira.

Publicados no século XIX, quando a escravidão ainda era lei no Brasil, os poemas de Castro Alves deram voz a quem havia sido silenciado. Neste livro, ao lado de “O navio negreiro”, estão poemas da coletânea Os escravos, como “Vozes d’África”, “A canção do africano”, “A mãe do cativo”, “Bandido negro” e “Saudação a Palmares”. São versos que falam de dor e de injustiça, mas também de saudade, de coragem e de resistência.

Conhecido como o “Poeta dos Escravos”, Castro Alves usou a força da poesia para defender a abolição e mostrar a humanidade de pessoas que a sociedade tratava como mercadoria. Mais de 150 anos depois, seus versos continuam necessários para entender o passado do Brasil e as marcas que ele deixou no presente.

Esta edição traz uma apresentação, informações sobre o autor e um breve estudo da obra, sendo ideal para leitura em sala de aula e para discussões sobre memória, identidade e educação antirracista.

Capa do manual do professor de O navio negreiro e outros poemas

Para o professor

Manual digital do professor

Orientações para o trabalho com O navio negreiro e outros poemas em sala de aula.

Destaques da obra

Esta coletânea reúne “O navio negreiro”, um dos poemas mais célebres da literatura brasileira, e uma seleção de textos de Os escravos, de Castro Alves. Conhecido como o “poeta dos escravos”, ele usou a poesia como arma na luta abolicionista do século XIX. O poema que dá título ao livro começa com a imagem grandiosa de um veleiro em pleno mar, entre o céu e o oceano, e aos poucos revela ao leitor o horror que acontece em seu porão: homens, mulheres e crianças acorrentados, submetidos à fome e ao açoite.

Representante da poesia condoreira, Castro Alves escreve em tom eloquente e inflamado, com antíteses, hipérboles, apóstrofes e imagens grandiosas que convidam à leitura em voz alta e ao debate. Os poemas dão voz e humanidade às pessoas escravizadas, como a mãe que canta para o filho cativo, o africano que sente saudade da terra natal e a própria África, que clama por justiça em “Vozes d’África”. Também celebram a resistência, como em “Saudação a Palmares”. A edição traz uma apresentação, uma biografia do autor e uma análise dos poemas, que contextualizam a leitura e dialogam com a Lei 10.639/2003.

A obra provoca indignação, compaixão e empatia, e mostra a força da literatura como instrumento de denúncia e transformação social. É uma leitura que convida à reflexão sobre liberdade, justiça e direitos humanos, sobre as marcas que a escravidão deixou na sociedade brasileira e sobre a importância da memória para a construção de um futuro mais justo.

Temáticas

  • Escravidão e abolicionismo
  • Tráfico negreiro e diáspora africana
  • Liberdade e justiça social
  • Resistência negra (Palmares)
  • Direitos humanos e denúncia social
  • Família e maternidade sob a escravidão
  • Romantismo brasileiro: poesia condoreira (3ª geração)
  • Recursos expressivos (antítese, hipérbole, apóstrofe, metáfora)
  • Versificação, métrica e ritmo
  • O papel social do poeta e da poesia
  • Natureza e paisagem brasileira
  • Brasil Império e contexto histórico do século XIX
  • Memória, identidade e educação antirracista (Lei 10.639/2003)

Autor

Foto de Castro Alves

Autor

Castro Alves

Antônio Frederico de Castro Alves, um renomado poeta brasileiro, desempenhou um papel significativo durante a era romântica no Brasil. Suas obras, como "Espumas Flutuantes" e "Hinos do Equador", o colocaram como o principal poeta de sua época, ganhando-lhe títulos como o "poeta dos escravos" e o "poeta republicano". Castro Alves foi um defensor da causa abolicionista, e sua poesia refletia o contexto histórico do período, marcado pela prevalência da escravidão e pelo crescimento dos movimentos abolicionistas e republicanos. Suas escritas também abordavam temas de nacionalismo, justiça social e humanismo. A poesia de Castro Alves refletiu eventos históricos e o espírito da época, especialmente a luta contra a escravidão, a busca pela abolição e o crescente sentimento republicano no Brasil.

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