Cristabel tem 14 anos e, desde a morte da mãe, convive com uma tristeza que não sabe nomear. Para lidar com isso, ela criou um perfil no Instagram em que compartilha sua melancolia. Miranda é uma bailarina disciplinada que vive sob a pressão da mãe, ex-solista de balé, para conquistar uma bolsa e se tornar profissional. Por motivos diferentes, a primeira obrigada pelo pai e a segunda por recomendação da psicóloga, as duas chegam a uma oficina de criação artística livre. Lá, ao lado de outros jovens, começam a descobrir novas formas de se expressar.
Narrado em capítulos alternados pelas vozes de Cristabel e Miranda, o romance é dividido em três partes: “É assim que eu tenho vivido”, “É assim que eu mudo a minha vida” e “É assim que eu decidi viver”. O texto incorpora a linguagem das redes sociais, com posts, legendas, hashtags e comentários. Assim, aproxima o leitor do universo adolescente e abre espaço para discutir temas como exposição on-line, padrões de beleza e cyberbullying. A fotografia, a dança, a pintura e o bodypainting aparecem como caminhos para que as personagens reencontrem o próprio corpo e a própria voz.
A obra trata com sensibilidade de emoções como tristeza, ansiedade, raiva, solidão e esperança, e mostra a importância da amizade, do diálogo e de uma rede de apoio para atravessar momentos difíceis. É um livro que convida à reflexão sobre identidade, autoaceitação, a influência do olhar dos outros e a coragem de escolher o próprio caminho.